Antevisão da 3ª etapa do Tour 2021

Após dois dias mais complicados, está na hora dos sprinters aparecerem! Dia praticamente plano mas onde as dificuldades serão outras.



 

Percurso

Pontivy vai acolher a primeira chegada ao sprint da Volta a França, num dia praticamente plano, onde se destacam apenas duas quartas categorias. Apesar disso, há várias pequenas subidas, a última delas a 7500 metros da chegada, sendo que depois se segue uma descida até aos derradeiros 3 quilómetros.

Aí aparecem as curvas, e logo duas de forma consecutiva a 2300 metros da chegada. A acrescentar, a 1600 metros do fim, a estrada fica mais estreita, reduzida a uma via, seguindo-se, 200 metros depois, uma nova curva. A partir daqui estamos na longa reta da meta, onde a estrada volta a alargar.

 

Táticas

Dia sem grandes dificuldades, onde devemos ver Deceuninck-QuickStep, Lotto Soudal, Groupama-FDJ e talvez Alpecin-Fenix a trabalharem. Será crucial entrar na frente na descida a 7,5 quilómetros da chegada, prevê-se chuva o que pode levar a cortes e a possíveis ataques devido à perigosidade da estrada.



No final, também será essencial um comboio, devido às muitas curvas consecutivas e será importante entrar com, pelo menos, 2 homens à frente do seu sprinter, uma vez que a reta ainda é longa.

 

Favoritos

A missão de Caleb Ewan é vencer etapas nas 3 Grandes Voltas e porque não pensar em conseguir o triunfo no Tour logo à primeira tentativa? O australiano não costuma vencer logo ao 1º sprint no entanto já tem alguns dias de competição, o que o favorece. Para além disso, traz o seu comboio habitual com Tosh van der Sande, Roger Kluge e Jasper de Buyst, três corredores muito fiáveis naquele final.

Teremos o regresso de sonho de Mark Cavendish? Quem tem Michael Morkov está mais perto de triunfar e a adição de Davide Ballerini é importante. O britânico, por vezes, tem falhado a roda de Morkov, tem que confiar mais no seu lançador pois se o fizer já se viu que está muito mais perto da vitória.



 

Outsiders

Arnaud Demare parte em busca do sonho verde, após um ano e meio de grande nível. O francês não tem apostado muito nos sprints intermédios, apesar de lá estar sempre, talvez poupado energia para a etapa de hoje. Miles Scotson e Jacopo Guarnieri vão ser importantes e Demare confia nos seus companheiros de olhos fechados, correm há muito tempo juntos.

Com a Trek-Segafredo nunca se sabe, mas com uma reta de meta longa e condições de chuva, Mads Pedersen deve ser a aposta. O dinamarquês adora este tipo de etapas e finais, onde consegue colocar na estrada toda a sua potência. Caiu no sábado, mas sempre grandes consequências. Edward Theuns e Jasper Stuyven formam o seu comboio.



Peter Sagan é dos corredores que não tem medo de arriscar, neste tipo de finais entra sempre bem colocado e isso vale muito. A longa reta da meta não o favorece mas se os seus rivais lançarem o seu sprint cedo mais, isso pode dar uma oportunidade de ouro ao eslovaco.

 

Possíveis surpresas

Quem será a aposta da Alpecin-Fenix? Tim Merlier caiu ontem e Jasper Philipsen vem de lesão, no entanto o último foi ao sprint intermédio de hoje, pelo que está focado na classificação por pontos, o que pode levar a indicar que seja a aposta para amanhã. Cees Bol tem uma equipa focada em si, o seu comboio é bastante extenso, veremos se o holandês o consegue seguir, não será fácil, perde-se com facilidade, ainda por cima num final técnico. Caso contrário, a reta da meta é ideal para si. Danny van Poppel e Nacer Bouhanni têm feito alguns sprints de grande nível este ano, chegam motivamos, após alguns anos de ausência do Tour, a motivação tem que estar no máximo. Sonny Colbrelli, Michael Matthews e Bryan Coquard prefeririam um dia e um final mais duro, não devem almejar mais que um top-10 final.



 

Super-jokers

Os nossos super-jokers são Max Walscheid e Ivan Garcia.

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