Wout Poels finalmente alcança a glória em Grandes Voltas aos 35 anos, geral só muda na luta pelo pódio

Última etapa da segunda semana do Tour, mais um dia brutal de montanha com alta velocidade desde o início. Praticamente 40 ciclistas na frente, entre os quais Julian Alaphilippe, Alexey Lutsenko, Wout van Aert, Thibaut Pinot, Neilson Powless, Mikel Landa, Giulio Ciccone, Michael Woods, Rui Costa, Guillaume Martin e Warren Barguil. Se numa primeira fase, a fuga não ganhava muito tempo, uma grande queda no pelotão levou à mudança de figurino na corrida, a Jumbo-Visma foi muito afectada pela queda provocada por um espectador.

 




O pelotão acalmou o ritmo, a fuga foi ganhando minutos atrás de minutos, até atingir mais de 8 minutos de vantagem. A partir daí, a Jumbo-Visma voltou a endurecer a corrida, voltando a reduzir a diferença. Guillaume Martin, a mais de 16 minutos e no 12º posto era o mais bem posicionado na frente, portanto o ónus da perseguição era somente da formação holandesa. Alaphilippe e Lutsenko viriam a ser apanhados e foi Marco Haller o próximo a tentar a sua sorte no enorme grupo, ele que teve a perseguição de Rui Costa no Col de la Croix Fry. O ciclista português apanhou e ultrapassou o austríaco e seguiu isolado na frente da corrida.

No entanto os seus intentos foram perseguidos e anulados por uma Trek-Segafredo que estava a dar tudo para a campanha de Giulio Ciccone na camisola da montanha. Foi na subida seguinte que houve um grupo perigoso a destacar-se, este viria a ser o movimento decisivo, primeiro Marc Soler atacou e depois teve a companhia de Wout van Aert, Krists Neilands e Wout Poels, sendo que mais tarde Neilands viria a ser afastado devido a uma queda que envolveu a mota de abastecimento. Também Rigoberto Uran e Chris Hamilton caíram, num acidente separado.




Felizmente o letão conseguiu continuar na corrida e o trio dianteiro entrou na sequência crucial de Amerands e Saint-Gervais com vantagem suficiente para discutir o triunfo entre eles. Cedo se viu que não era dia de Marc Soler e Wout Poels aproveitou as rampas mais empinadas de Amerands para deixar Wout van Aert para trás, o belga ainda tentou regressar à companhia de holandês na fase mais plana, mas os esforços seriam em vão, Poels manteve um ritmo e conquistou desta forma a primeira vitória na carreira em Grandes Voltas, aos 35 anos e depois de várias vezes a bater na trave. Van Aert foi 2º e Mathieu Burgaudeau confirmou o excelente Tour que está a ter ao ser o melhor do grupo perseguidor e concluir a etapa no 3º lugar.

Em relação ao grupo dos favoritos, o ritmo imposto pela Jumbo-Visma foi para tentar neutralizar um pouco a explosão de Pogacar, desta vez não houve um Sepp Kuss tão superlativo, um pouco afectado pela queda sofrida anteriormente. O grupo só se desfez realmente quando Adam Yates acelerou, desta vez e numa jogada para aproximar o britânico do pódio na geral, Pogacar desacelerou e Vingegaard nem pensou passar pela frente, coube a Carlos Rodriguez perseguir mais tarde Yates, que teve alguma ajuda de Marc Soler. O derradeiro ataque de Pogacar surgiu à entrada do quilómetro final, mas desta vez teve resposta pronta e autoritária de Vingegaard, que até se colocou ao lado do esloveno no final. Contas feitas, tudo na mesma entre os “aliens”, com Adam Yates a aproveitar para se aproximar do 3º posto também devido à quebra de Jai Hindley, que cedeu cerca de minuto e meio para ele. Bilbao passou o outro Yates na geral e Guillaume Martin aproveitou a fuga para ascender a 10º por troca com Gall e Pidcock.

Rui Costa bem tentou, depois terminou em 53º a 21:27, Nelson Oliveira foi 71º e 27:55

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